segunda-feira, 29 de abril de 2013

Programação marca o dia mundial de luta contra o autismo
O dia mundial de luta contra o autismo foi celebrado com uma programação na Praça de Fátima, na manhã desta terça (02)
03/04/2013 - Hyana Reis
Narração de histórias, malabarismo, artes circenses e exposição de artesanato foram as principais atrações ao longo da manhã desta terça-feira (02) na Praça de Fátima. O evento celebrou o Dia Internacional de Luta contra o Autismo, uma iniciativa do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infantil.
Informar e sensibilizar as pessoas sobre os distúrbio e transtornos causados pelo autismo, por meio da arte, eram os objetivos principais da programação. Os membros do Caps juntamente com pais e familiares de pessoas com autismo fizeram um pit stop com distribuição de panfletos e orientações sobre a doença. “A ignorância e a falta de conhecimento é a principal fonte de preconceito, por isso o principal objetivo deste evento foi a conscientização”, afirma Nádia Borges, psicóloga do centro.
O evento também quis alertar as famílias para os sintomas do autismo, auxiliando assim a identificar mais rápido a doença, de acordo com a psicóloga. Ela alerta que se alguém apresenta falta de atenção, dificuldade de imitar ações, preferência por repetição, ausência de medo e insensibilidade à dor, deve procurar ajuda, “esses são os principais sintomas da doença, então aconselho a buscar um psicólogo, ou o Caps para tentar identificar a doença e fazer o tratamento”, explica.
Maria da Cruz sofreu quando a filha ficou doente, há cerca de 7 anos atrás. Ela procurou a ajuda do Caps. Com emoção, conta como o centro a ajudou. “Quando ela foi para o centro, ela era muito pequena, mas o atendimento é muito bom e ajudou minha filha, trata todo mundo bem, ela é atendida muito bem”. Para Maria, o evento é importante para manter as pessoas conscientes, “esse evento é muito bom, eu participo há dois anos e pretendendo voltar sempre”, comenta.
Seminário- A programação em alusão à data só será encerrada no dia 5 de abril com a realização do III Seminário sobre o autismo, com o tema: “Família diante do autismo, educação e direitos”. A psicóloga Nádia Borges ministrará uma palestra juntamente com a psicopedagoga e doutoranda em Ciências da Educação e Autismo Joselma Gomes e a assistente social, especializada em saúde mental, Marlene Lima. Elas falarão sobre a doença e os mitos que a cercam.
Na ocasião, o Caps também lançará a cartilha, “Família diante do autismo, o que fazer?”, que contem orientação sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos para o autismo. “Essa cartilha foi elaborado pelo próprio centro, juntamente com os familiares de pessoas com autismo. Essa ideia surgiu durante uma capacitação que fizemos com os pais de crianças com a doença, e percebemos a necessidade de elaborar esta cartilha para ajudar a orientar essas pessoas”, conta Nádia Borges.
Ela ressalta que com a cartilha, as pessoas poderão conhecer mais sobre o autismo, “queremos fornecer informação, pois nessa cartilha encontrarão os conceitos básicos do autismo, diagnóstico e, principalmente, o que a família deve fazer. Ainda fornecemos também orientações sobre os direitos de pessoas com a doença”.

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