segunda-feira, 29 de abril de 2013

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Uma escola sem barreiras

Com criatividade o envolvimento da equipe, medidas simples podem facilitar o acesso e a inclusão de todos

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Quando a Educação começou a se massificar no Brasil, na primeira metade do século 20, crianças com deficiência ainda eram tratadas como caso de saúde. Estavam fora das escolas, que foram construídas sem que se levassem em consideração as necessidades especiais que elas pudessem ter. A transformação do espaço físico, portanto, é um dos desafios a superar neste momento, em que todos os que têm deficiência devem estar matriculados na rede de ensino regular.
Adequar apenas a escola, porém, não basta. As mudanças necessárias são maiores do que a instalação de rampas, elevadores e banheiros adaptados. Elas precisam chegar à sala de aula, onde muitas vezes atitudes são mais bem-vindas do que grandes reformas. Na EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, em São Gonçalo do Pará, a 118 quilômetros de Belo Horizonte, a professora Amanda Rafaela Silva procurou a direção e a coordenação pedagógica quando soube que receberia João Vitor Silva, 7 anos, com deficiência múltipla, em sua turma de Educação Infantil.

"Transferimos a turma para uma sala maior porque o João Vitor se locomove em cadeira de rodas, e passei a organizar a classe em grupos, dois de cinco e dois de seis, para abrir mais espaço para a circulação dele", explica Amanda. "Além disso, em grupos também podemos desenvolver diversas atividades." A psicopedagoga Daniela Alonso, consultora da área de inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, aprova a iniciativa da professora. "A reorganização do espaço físico é a função inicial da escola e pequenas mudanças podem garantir a acessibilidade da criança às aulas."

João Vitor é o único com necessidades educacionais especiais nessa escola, que não se limitou a rever o espaço. Uma das providências tomadas foi colocar uma monitora para acompanhar o garoto. "Isso facilita muito o trabalho da professora Amanda, que pode se dedicar igualmente aos demais membros da turma", afirma Sonia Aparecida do Amaral Silva, mãe de João Vitor. "Ele foi muito bem recebido pela escola, que adapta tudo às suas necessidades."

Muitos dos conteúdos são relacionados à linguagem oral e escrita e, nessa fase, aprender a redigir o próprio nome e reconhecer o dos colegas é fundamental. Para isso, a turma trabalha a escrita com letras móveis e incentiva a leitura de crachás. Eu coloco os pequenos sentados no chão, em círculo, em volta dos crachás. "Cada um vai até o meio da roda e pega o seu", descreve Amanda. "Assim eles aprendem a reconhecer o próprio nome e o dos colegas." João Vitor também vai para a roda, apoiado pela professora monitora, Maria Helenita de Faria.

Quando os colegas estão trabalhando com as letras móveis, a alternativa encontrada para João Vitor, que tem baixa visão, é o uso de letras feitas de borracha em tamanho ampliado. Maria Helenita ajuda o garoto a reconhecer, pelo tato, o formato da primeira letra de seu nome. "Como ele não desenvolveu a linguagem oral, o fato de manusear a letra e mostrá-la é uma maneira de participar do conteúdo proposto pela professora", analisa Daniela. "Utilizar a percepção tátil com a ajuda da monitora é uma forma de reconhecer as competências do menino e pode ser um estímulo para novas aquisições." Daniela também elogia a designação da professora monitora. "O quadro docente foi reorganizado para atender a uma necessidade específica. É importante que as duas participem de reuniões periódicas, integrando o trabalho com especialistas da Educação Especial", aconselha.

"A professora Amanda é muito dedicada e aceitou meu filho como um desafio no trabalho dela. Sei que o João Vitor tem dificuldades, mas só o fato de ele participar dessa rotina já é ótimo. Acho que ele queria frequentar a escola havia muito tempo e eu não tinha percebido", diz a mãe, Sonia.

Arremessos pelo som
Em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, a EMEF Antônio Fenólio trabalha com 25 incluídos em salas regulares. A unidade, que desde 2002 mantém uma sala de recursos, também conta com o apoio de uma equipe preparada para dar suporte pedagógico aos professores e orientações aos jovens no contraturno. Ali, algumas flexibilizações de espaço foram feitas pelo professor Anderson Martins para permitir a participação de quem tem deficiência visual nas aulas de Educação Física.
Foto: Marcelo Min
BASQUETE SONORO A adaptação da quadra pelo professor Martins permitiu a participação de Tainara. Foto: Marcelo Min
Martins leciona há mais de cinco anos para turmas das quais fazem parte alunos com necessidades educacionais especiais. Entre eles estão alguns adolescentes cegos. Para que todos pudessem participar de uma disputa de arremessos de basquete, ele fez adaptações na quadra de esportes da escola. "Pesquisei maneiras de adaptar o espaço", explica Martins. "O primeiro objetivo era permitir que os jovens pudessem identificar a área do arremesso."

Para isso, ele providenciou um tapete que foi colocado na área do garrafão. Assim, os que apresentam deficiência visual sabem, com a identificação de um piso com textura diferenciada, o local de onde arremessar a bola. No início, os que não se sentiam seguros eram acompanhados por um colega até o local. O passo seguinte foi facilitar a localização da cesta. "A única maneira era acrescentar um sinal sonoro à tabela", explica Martins. "Com um bastão, eu bato no aro e o som ajuda na orientação. Na hora do arremesso, os colegas ajudam avisando quando é necessário colocar mais força ou mirar melhor. Após algumas tentativas, eles conseguem acertar a jogada", diz.

Para Daniela Alonso, Martins acertou ao flexibilizar o espaço e os recursos. "Essa proposta mostra como é possível garantir a participação, o respeito à diversidade e a consideração das necessidades individuais", analisa. De acordo com a consultora, o professor deve planejar, mas também contemplar ajustes sugeridos pelos alunos. Assim, o próprio estudante com deficiência pode indicar suas necessidades. "É importante salientar que as práticas f lexibilizadas podem ser momentos de aprendizagem para todos. Aqueles que participam das estratégias diferenciadas também têm a oportunidade de reforçar ou desenvolver novas habilidades", destaca Daniela.

Apesar da dificuldade de encestar a bola, a aluna Tainara Monteiro Maria, 13 anos, conta que se diverte durante a atividade. Aluna da 6ª série, ela tem baixa visão (enxerga sombras). "A maioria dos meus arremessos bate no aro e não entra, mas eu acertei uma vez", conta, comemorando. "É difícil acertar. Muitos dos meus colegas que enxergam também não conseguem." Renato Barbosa de Almeida, 14 anos, que cursa a 7ª série e também tem deficiência visual, aprova o jogo. "Eu gosto de Educação Física, principalmente quando tem futebol e basquete. Com o tapete e o bastão na aula de arremesso, eu também participo."

Além das propostas diversificadas, também podem fazer parte das aulas de Educação Física, nos conteúdos correspondentes, o estudo e o conhecimento de práticas específicas para deficientes. "Um bom exemplo é o reconhecimento das modalidades paraolímpicas, que crescem no Brasil", sugere Daniela.

Momento da roda

Em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, o Centro Educacional Sesc Ananindeua trabalha com inclusão desde 1995 e, atualmente, conta com dez crianças com deficiência em salas regulares. Na Educação Infantil, está Glenda de Moraes de Magalhães, 5 anos, que não anda e tem comprometimento motor.

Para que ela pudesse participar das várias atividades, a professora Andreza Roseane da Silva Gomes fez algumas adaptações no espaço. No momento da roda, por exemplo, quando a meninada se senta no chão, ela forma o círculo próximo da parede. Assim, com o uso de almofadas e travesseiros, Glenda pode ficar encostada e junto aos colegas. Nesse momento, a professora trabalha com fichas em que o nome dos pequenos é escrito. "Cada um pega a sua e coloca no quadro de chamada. Para que Glenda possa fazer isso como os demais, coloquei o quadro mais próximo ao chão. Ela se arrasta e dá conta da tarefa", conta Andreza. O objetivo da atividade é criar uma relação de identidade com os nomes. Em roda, a garotada conversa, ouve histórias, canta e trabalha sequências numéricas.

Outra adequação foi feita nas atividades diversificadas (ou cantos). Em geral, os pequenos trocam de mesa para realizar todas as propostas. Com a flexibilização adotada por Andreza, eles permanecem nos grupos e os diversos materiais percorrem as mesas. "Assim a Glenda não precisa se locomover e pode participar também." Nas atividades diversificadas, são trabalhados ao mesmo tempo jogos educativos, como quebra-cabeça, dominó e jogo da memória, leitura de histórias, desenho etc.

Segundo Liliane Garcez, coordenadora da área de Educação e do Serviço de Apoio à Inclusão Escolar da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em São Paulo, as atividades flexibilizadas evidenciam o ganho que a inclusão proporciona. "Os exemplos revelam quanto todos podem se beneficiar com a inclusão escolar se tiverem uma postura aberta e ética, já que ela pressupõe o respeito e a valorização das diferenças", analisa Liliane.
Quer saber mais?
CONTATOS
Centro Educacional Sesc Ananindeua, Estr. do 40 horas, 110, 67120-370, Ananindeua, PA, tel. (91) 3237-3566
EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, Pça. JK, 48, 35516-000, São Gonçalo do Pará, MG, tel. (37) 3234-1268
EMEF Antônio Fenólio, R. Jurandir Cabello, 171, 06774-070, Taboão da Serra, SP, tel. (11) 4138-2398 
Publicado em , Julho 2009. Título original: Uma escola sem barreiras: espaços adaptados para alunos com deficiência

Nasci, moro e trabalho na cidade de Campinas.Sou casada, tenho duas filhas também já casadas e a dois anos nasceu minha primeira neta, Marina.
 Atualmente trabalho em uma escola municipal, com a educação especial, na modalidade itinerância e atendo alunos inseridos nas salas regulares, do 1ª ao 9º anos.

País:
Brasil
Cidade/Município:
Campinas
Endereço de email:
laiscristinaf@yahoo.com.br

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Programação marca o dia mundial de luta contra o autismo
O dia mundial de luta contra o autismo foi celebrado com uma programação na Praça de Fátima, na manhã desta terça (02)
03/04/2013 - Hyana Reis
Narração de histórias, malabarismo, artes circenses e exposição de artesanato foram as principais atrações ao longo da manhã desta terça-feira (02) na Praça de Fátima. O evento celebrou o Dia Internacional de Luta contra o Autismo, uma iniciativa do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infantil.
Informar e sensibilizar as pessoas sobre os distúrbio e transtornos causados pelo autismo, por meio da arte, eram os objetivos principais da programação. Os membros do Caps juntamente com pais e familiares de pessoas com autismo fizeram um pit stop com distribuição de panfletos e orientações sobre a doença. “A ignorância e a falta de conhecimento é a principal fonte de preconceito, por isso o principal objetivo deste evento foi a conscientização”, afirma Nádia Borges, psicóloga do centro.
O evento também quis alertar as famílias para os sintomas do autismo, auxiliando assim a identificar mais rápido a doença, de acordo com a psicóloga. Ela alerta que se alguém apresenta falta de atenção, dificuldade de imitar ações, preferência por repetição, ausência de medo e insensibilidade à dor, deve procurar ajuda, “esses são os principais sintomas da doença, então aconselho a buscar um psicólogo, ou o Caps para tentar identificar a doença e fazer o tratamento”, explica.
Maria da Cruz sofreu quando a filha ficou doente, há cerca de 7 anos atrás. Ela procurou a ajuda do Caps. Com emoção, conta como o centro a ajudou. “Quando ela foi para o centro, ela era muito pequena, mas o atendimento é muito bom e ajudou minha filha, trata todo mundo bem, ela é atendida muito bem”. Para Maria, o evento é importante para manter as pessoas conscientes, “esse evento é muito bom, eu participo há dois anos e pretendendo voltar sempre”, comenta.
Seminário- A programação em alusão à data só será encerrada no dia 5 de abril com a realização do III Seminário sobre o autismo, com o tema: “Família diante do autismo, educação e direitos”. A psicóloga Nádia Borges ministrará uma palestra juntamente com a psicopedagoga e doutoranda em Ciências da Educação e Autismo Joselma Gomes e a assistente social, especializada em saúde mental, Marlene Lima. Elas falarão sobre a doença e os mitos que a cercam.
Na ocasião, o Caps também lançará a cartilha, “Família diante do autismo, o que fazer?”, que contem orientação sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos para o autismo. “Essa cartilha foi elaborado pelo próprio centro, juntamente com os familiares de pessoas com autismo. Essa ideia surgiu durante uma capacitação que fizemos com os pais de crianças com a doença, e percebemos a necessidade de elaborar esta cartilha para ajudar a orientar essas pessoas”, conta Nádia Borges.
Ela ressalta que com a cartilha, as pessoas poderão conhecer mais sobre o autismo, “queremos fornecer informação, pois nessa cartilha encontrarão os conceitos básicos do autismo, diagnóstico e, principalmente, o que a família deve fazer. Ainda fornecemos também orientações sobre os direitos de pessoas com a doença”.

 

26/04/2013  -  Público
Secretaria apresenta transporte acessível na Reatech e Secretária Dra. Linamara recebe prêmio.
A Secretaria apresentou stand sobre acessibilidade nos transportes e palestras sobre ações da pasta. Expectativa dos organizadores é que 50 mil visitaram a Feira nos quatro dias.


Stand da Secretaria na Reatech 2013

Entre 18 e 21 de abril, aconteceu em São Paulo a XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – Reatech.

No sábado, dia 20, a segunda  maior feira mundial voltada às pessoas com deficiência (a maior fica na Alemanha) foi cenário para entrega do I Prêmio Fundação Selma, em comemoração aos 20 anos de existência da instituição, que está entre os organizadores e patrocinadores da Reatech. Entre os premiados, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella,  que destacou a importância e protagonismo das instituições não governamentais na inclusão das pessoas com deficiência.

A Reatech é promovida pelo  Grupo Cipa Fiera Milano. Reuniu  300 expositores, que apresentaram as novas tecnologias acessíveis em equipamentos, produtos e serviços para pessoas com deficiência, em uma área de 32 mil metros, na capital paulista.

Na solenidade de abertura, várias autoridades e personalidades presentes. A deputada federal Rosinha da Adefal ressaltou a recente conquista da lei da aposentadoria – aprovada na véspera pela Câmara Federal, ampliando direitos para trabalhadores com deficiência, que podem reduzir o tempo para se aposentar. Rosinha esteve à frente da mobilização para a aprovação da lei.

A abertura contou ainda com a  Secretária Dra. Linamara Rizzo Battistella, que enfatizou a importância da parceria entre Estado e instituições organizadas, para construção conjunta da sociedade inclusiva.“O Estado deve fomentar a sociedade para garantia de todos os direitos. É preciso entender que os direitos são de todos os humanos e não uma concessão”, ressaltou, destacando o protagonismo do estado de São Paulo na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

A Secretária deu como exemplo concreto a inauguração na sexta, dia 19, de um ambulift na cidade de Presidente Prudente, um elevador que facilita o acesso ao avião de usuários com deficiência. “Estará presente em todos os aeroportos regionais do estado de São Paulo para que cada um dos cadeirantes possa viajar com mais segurança e sem o constrangimento de ser carregado”, destacou a Secretária Dra. Linamara.

A diretora de Marketing da Reatech, Malu Sevieri, afirmou que este ano o projeto da Reatech foi ampliado para Cingapura, em outubro chegará em Milão, na Itália; e em novembro, em Istambul, na Turquia. Para 2014, a Reatech estará em mais dois países, em Johannesburg, na África do Sul, e Guadalajara, no México.

“É um produto coordenado pelo Brasil, no formato brasileiro, que está sendo exportado para outros países, e isso é um orgulho para nós. Afinal, é a primeira vez que uma feira é exportada e essa feira é a Reatech”, finalizou.

SECRETARIA NA REATECH
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo apresentou, este ano, um stand com a reprodução de meios de transporte acessíveis. Vagões de trem e metrô e modais de balsa e avião deram o tom ao espaço. No stand da Secretaria também houve a participação da Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho, por meio do Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência – Padef, com o Multirão do Emprego, cadastrando e recebendo currículos de pessoas com deficiência.

No mesmo espaço da Secretaria  também foram apresentadas palestras sobre algumas ações da pasta, entre as quais Moda Inclusiva, Transporte Acessível e Memorial da Inclusão

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

SALA AMBIENTE DE CULINÁRIA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

 

 

 

A Educação Inclusiva, que compreende a Educação Especial, passa a ter um importante papel dentro da escola regular. Ela  favorece a diversidade, na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar. Apresentando meios e recursos adequados, disponibiliza apoio àqueles que encontram barreiras na aprendizagem.

Educação Inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto. Com esta, as diferenças não são vistas como problemas, mas como diversidade.

É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças. Respeitar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais, com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.

Entretanto, existem necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica. A utilização de recursos e apoio especializados garantem a aprendizagem de todos os alunos.

Eles precisam de recursos concretos para aprender. A organização do espaço físico e a permanência dos materiais em um mesmo local, são importantes para que os alunos registrem com mais facilidade as informações visuais do ambiente.

Neste sentido, as salas ambientes favorecem com recursos geradores de estímulos, se destacando como facilitadoras da aprendizagem.

Em especial o uso das receitas culinárias, conduzido a partir da abstração, oportunizará a estimulação multissensorial.Quanto mais vias sensoriais receberem a mesma informação, ou seja, se a receita for apreendida através da audição, visão, tato, olfato e paladar, mais estrutura o aluno terá para memorizá-la (na memória de longo prazo), que é responsável por tornar nossas atividades rotineiras e inesquecíveis.

Para que aconteça a memorização, é interessante que a professora faça a repetição das receitas durante o semestre.E que sejam trabalhadas em sala de aula e passadas previamente ao aluno, para que assim, ele possa se familiarizar com o conteúdo, que vivenciará no trabalho prático.

Através dos conhecimentos culinários, o aluno desenvolve autonomia e independência nas Atividades de Vida Prática e Diária, explorando suas habilidades e competências.

         É necessário que o professor ofereça aos alunos recursos adequados e, muitas vezes, adaptados para determinados trabalhos.

O laboratório de informática será um recurso valioso, uma vez que, através da pesquisa ou da digitação, o aluno poderá confeccionar seu caderno de receitas.

É importante ressaltar que, deve ser estabelecida uma rotina com os alunos a respeito da higiene pessoal e do ambiente, quando se fala em alimentação. Uma sala ampla, arejada, com mesa grande, com cadeiras e pias para todos e clareza na determinação da responsabilidade de cada um, nas diversas etapas do trabalho, são importantes passos para a conclusão das atividades, com sucesso.

A confecção de um painel auxiliará na distribuição das atividades.Exemplo:

 

ALUNO
TAREFA
Lais
Varrer a sala
Francisco
Lavar a louça
Marina
Secar a louça
Juliana
Guardar a louça
Angela
Marcar o tempo
Aracy
Observar o forno
Carol
Limpar a mesa
Leo
Organizar materiais
Maite
Escrever as etapas da receita

 

Faz-se necessário que haja rodízio dessas tarefas.

A rotina na sala é de extrema importância,para  estabelecer sempre na mesma sequência as atividade de cada dia da semana, para assim, promover a organização interna do aluno.

Quando o professor estiver ensinando a receita, é importante que esta esteja, adaptada e ampliada nos cadernos.

         A cada semana, um aluno pode ler através da imagem, manipular os ingredientes e conduzir a receita.

É importante que os alunos possam vivenciar as transformações químicas que os cercam, através da organização e estruturação desse tipo de atividade. Assim sendo, terão mais oportunidades de memorizar e aprender esses fenômenos importantes, tais como, as alterações pelas quais os alimentos passam do estágio inicial ao final, podendo se transformar em outros alimentos.

Ao observar estes fatores de transformação, o aluno cria e testa hipóteses, que contribui para seu aprendizado efetivo e funcional e, futuramente, para uma vida com mais qualidade, autonomia e independência.